Lei antifumo entra em vigor semana que vem: desrespeitar o aviso pode sair caro para o bolso

proibido

É proibido fumar, diz o aviso que eu li
É proibido fumar, pois o fogo pode pegar

Por: @phylipeaugol

Nesta quinta-feira (27) comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Câncer e a Lei Antifumo sancionada em 2011 pela presidente Dilma Rousseff reforça alguns meios de prevenção e medidas que auxiliam um melhor convívio social.

Agora, desrespeitar o aviso que diz que é proibido fumar não sai caro apenas para a saúde, mas para o bolso também. Com a vigência da Lei 12.546, regulamentada em 2014, os estabelecimentos que desrespeitarem as normas poderão receber advertência, multa, ser interditados ou até ter a autorização de funcionamento cancelada. As multas irão variar de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, dependendo da infração, e as vigilâncias sanitárias dos estados serão responsáveis pela fiscalização.

As regras passarão a valer em até 6 meses e incluem:

  • As pessoas não poderão fumar em lugares públicos ou privados (acessíveis ao público) que possuam cobertura, teto, parede, divisórias ou toldos
  • Fim da propaganda de cigarros
  • Extinção dos fumódromos em ambientes coletivos
  • Ampliação de mensagens de alerta em maços de cigarro vendidos no país

Conforme declarações do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, ao site G1, caso alguém esteja em um restaurante e se incomode com o fato de outra pessoa fumar, deverá pedir que o estabelecimento tome as devidas providências. Caso o responsável pelo restaurante se negue, a orientação é que denuncie o caso à Vigilância Sanitária.
Importante ressaltar que a multa não vai para o fumante, e sim para o estabelecimento em que ele está fumando.

O Tabagismo

Muita gente não sabe que o tabagismo é reconhecido como uma DOENÇA crônica gerada pela dependência da nicotina e está inserido na estando Classificação Internacional de Doenças (CID10) da OMS.
É também o mais  importante fator de risco isolado para cerca de 50 doenças, muitas  delas graves e fatais, como o câncer, cardiovasculares, enfisema e outras.

Segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, 11,3% dos adultos que vivem nas capitais do Brasil fumam. Em 2006, o índice era de 15,7%. Os homens são os que mais fumam, com índice de 14,4%. O percentual entre as mulheres é de 8,6%. Os fumantes passivos têm 30% a mais de chance de ter complicações respiratórias. Em 2013, o SUS registrou 1,4 milhão de diárias por internação relacionada ao tabagismo, ao custo de R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos. A estimativa do governo é que em 2014 sejam registrados 16,4 mil novos casos de Câncer de Pulmão.

ATENÇÃO AOS SINTOMAS de relativos a garganta como dor, dificuldade para engolir ou respirar e sensação de caroço na região.

A nicotina causa forte dependência e parar de fumar é uma atitude que necessidade de força de vontade e paciência.

Conforme classificado pelo Dr. Drauzio Varella, há 5 Fases no Tabagismo:

  • Fase de pré-contemplação: o fumante jura que consegue largar o cigarro a hora que quiser, mas diz que não para imediatamente porque não tem vontade.
    O que fazer?Intervenção deve ser ocasional, limitada a chamar a atenção para as vantagens da abstinência: melhora do hálito, do fôlego, do sabor dos alimentos, etc.
  • Fase de contemplação: ele(a) sabe que precisa parar de fumar, mas hesita em marcar uma data para isso. Intimamente não consegue imaginar a vida sem a droga.
    O que fazer?É o momento ideal para encaminhar o fumante a grupos de apoio. Nessa fase não é adequado submeter ninguém a discursos antitabagistas nem prescrições de medicamentos ou de adesivos de nicotina.
  • Fase de ação: começa na data em que o fumante marcou para o último cigarro. É o momento em que ele mais precisa da ajuda dos familiares, dos amigos e de um médico com experiência na área, se possível.
    O que fazer?Adesivos de nicotina ou a bupropiona, medicamento que reduz a ansiedade provocada pela síndrome de abstinência, podem ser muito úteis.
  • Fase de manutenção: aqui é importante estimular o ex-fumante a contar sua nova condição para os amigos.
    O que fazer?É durante a manutenção que o ex-fumante tratado com adesivos ou bupropiona deixa de usá-los, daí em diante é por conta dele.
  • Recidiva:estudos mostram que a maior parte dos fumantes só consegue ficar livre da dependência depois de três ou quatro tentativas. Quando a pessoa volta a fumar, é fundamental reconhecer para qual das fases anteriores regrediu. Se retornou à fase pré-contemplativa, por exemplo, não adianta vir com ladainha para convencê-la a largar de novo. Nada destrói mais a autoestima de alguém quanto voltar a fumar depois de meses ou anos de abstinência.
    O que fazer?Recriminações não lhes fazem falta. Se quisermos ajudá-los, devemos dizer-lhes que fracassar diante da nicotina não é humilhação. Humilhante é não reagir contra a dependência que ela provoca.

 

Se parar de fumar agora...

  • em 20 minutos: sua pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal
  • em 2 horas: não há mais nicotina no seu sangue
  • em 8 horas: o nível de oxigênio no sangue se normaliza
  • em 2 dias: o olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta melhor a comida
  • em 3 semanas: respiração fica mais fácil e a circulação sanguínea melhora
  • em 10 anos: o risco de sofrer infarto do coração será igual ao de quem nunca fumou, e o risco de desenvolver câncer de pulmão cai à metade.
  • em 20 anos: o risco de desenvolver câncer de pulmão será quase igual ao de quem nunca fumou

 

Não esqueça que o dependente precisa de apoio. Condenações são ineficazes.

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