EMPODERAMENTO FEMININO: Mulheres da turma 2015.1 de Direito da UFT têm 100% de aprovação no exame da OAB

Por: @eduardoazev

Todas as mulheres formandas da turma de direito 2015.1 da Universidade Federal do Tocantins (UFT) passaram no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No total foram 21 formandos, sendo 17 do sexo feminino. Dos rapazes, apenas um não teria realizado a prova. Já os demais, também foram aprovados.

Em entrevista ao Blog do Eduardo Azevedo, a oradora da turma Tassia Rangel da Silva Moreira, afirmou que ficou muito feliz por todos os seus colegas. Ela destacou que este resultado para as mulheres da turma reforça também a responsabilidade de se lutar cada vez mais pelos seus direitos.

NOTA - OAB
Tássia foi aprovada de primeira no exame da ordem – Imagem: Reprodução/Facebook

“Foi como eu disse no meu discurso no dia da formatura, é um cenário controverso o que vivemos hoje aqui no Tocantins. Nosso estado lidera ranking de violência contra a mulher e temos a Capital do norte do país em que mais se registra violência contra a mulher. Esse resultado só confirma a nossa missão. Acredito que para tudo na vida há um propósito, e hoje como pensadoras e pensadores do Direito, devemos lutar pela justiça e pela igualdade de gênero”, disse.

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De acordo com informações da coordenadora do curso na UFT, Ana Lúcia Pereira, atualmente são 467 matriculados no curso de direito da universidade, sendo que 221 são mulheres e 246 homens. A professora declarou ainda que o resultado unânime da aprovação feminina vem a reforçar ainda mais o empoderamento feminino no Estado.

“Esses dados demonstram que já há um interesse quase paritário pelo exercício da profissão na área do direito. Sobre as alunas, elas se dedicaram, estudaram e demonstraram que têm capacidade, além da competência do nosso corpo docente, que tem se esforçado na formação dos alunos e também na discussão sobre a equidade de gênero”, disse.

A professora reforçou que o machismo muitas vezes impede que as mulheres ocupem espaços no mercado de trabalho, mas que este tipo de preconceito vem sendo combatido e resultados como este das alunas da UFT, comprovam o potencial feminino. “Percebe-se que em um curso que outrora considerado masculino, era taxado assim mais por questão do machismo do que pelo fato das mulheres não se interessarem. As vezes falam que as mulheres não gostam, mas já está comprovado que isso não é verdade”, declarou.

fomandos 2015.1
Formandos direito – 2015.1

OAB

A primeira vice-presidente da OAB-TO, Lucélia Maria Sabino Rodrigues, eleita no último processo eleitoral da Ordem, disse à reportagem que o número de aprovações reflete o crescimento da participação feminina na advocacia. “Anos atrás a área era exclusivamente masculina. Na minha época, quando formei em 1986, tínhamos apenas 11 mulheres em um grupo de 80. Era uma situação muito diferente da atual”, afirmou.

Lucélia declarou que vê com muita felicidade as mulheres ocupando locais e cargos que antes eram exclusivamente masculinos, buscando nada mais do que participação paritária nos mais diversos locais. “E é por meio da educação que ocorre essa igualdade. Nós da OAB-TO estamos muito felizes com a vinda dessa novas mulheres”, completou.

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