AMAR, MODO DE USAR: Jornalista formado pela UFT lançará livro em Palmas e Gurupi: “Se você não quer que eu demore, porque não fica junto comigo de vez?”, diz trecho da obra. Venha se encantar um pouco com a entrevista feita com Di Engenho Novo

Por: @eduardoazev

 

 

AMAR, MODO DE USAR: Jornalista formado pela UFT lançará livro em Palmas e Gurupi: “Se você não quer que eu demore, porque não fica junto comigo de vez?“, diz trecho da obra. Venha se encantar um pouco com a entrevista feita com Di Engenho Novo

O jornalista, músico e escritor Di Engenho Novo fará o lançamento do seu livro “Amar, Modo de Usar” no Tocantins esta semana. Ele, que é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), contou um pouco ao Blog do Eduardo Azevedo sobre quais as dificuldades enfrentadas e também as satisfações alcançadas durante a produção da obra. Além de aconselhar àqueles que tenham interesse em também escrever um livro, Di deixou um “palinha” do que você vai poder encontrar em uma das 112 crônicas que estarão em “Amar, Modo de Usar”.  Confira a entrevista  😉

Blog do Eduardo Azevedo – Você vai lançar o seu livro “Amar, Modo de Usar” este mês aqui no Tocantins. Do que trata o livro?

Di – O livro reúne 112 crônicas sobre amor, relacionamentos e temas cotidianos. Uma parte é uma compilação de textos escritos entre 2012 e 2015 no meu blog Palavra Crônica, a outra parte são textos inéditos. Aproveitei pra atualizar alguns textos em relação a estilo e até mesmo editar alguns trechos. Como me propus a falar sobre o amor, o livro vai passeando por alguns deles: amor romântico, amor entre amigos, amor de família, amor próprio. Apesar do título ser “Amar, Modo de Usar”, não me proponho a ensinar nada. O livro é mais um desabafo, uma conversa entre amigos que tentam entender seus sentimentos e relacionamentos nesses tempos loucos.

 

EA – Em quais cidades do Tocantins você vai realizar o lançamento?

Di – O livro vai ser lançando em Palmas na sexta (6/05) e em Gurupi no sábado (7/05). Palmas em especial foi escolhida por ser um reduto de amigos, mas também por ter sido a cidade com o maior número de contribuições pra campanha de financiamento coletivo do livro. Mais de 40% da arrecadação partiu de Palmas. Vou lá pessoalmente agradecer. Gurupi é a minha cidade, né? Tô voltando pra casa.

gurupi lançamento
Imagem: Reprodução/Facebook

EA – Qual a maior dificuldade você encontrou na hora de escrever um livro?

Di – Olha, eu tenho um desafio constante: escrevo todas as terças e quintas há quase 4 anos. É difícil se manter interessante, ter assunto, falar de formas diferentes do mesmo assunto. É preciso lidar com a escrita como um ofício mesmo, com técnica. Nesse ritmo não dá pra esperar inspiração ou iluminação celestial. O texto tem que sair. É um compromisso comigo mesmo e com meus leitores. Quando o livro se tornou real sofri com a curadoria. Precisava escolher entre quase 400 textos. Além disso, ainda tinha que me desafiar a escrever novos textos. Mas valeu muito a pena. A recepção tem sido incrível. Está todo mundo bem feliz com o resultado.

EA – Em contrapartida, qual a maior satisfação?

Di – Eu adorei poder contar histórias que me emocionavam de verdade. E quando você se coloca na figura de um contador de histórias, as pessoas naturalmente se aproximam pra contá-las. Tenho aprendido muito e experimentado universos muito diferentes. Isso é o que eu mais gosto no meu trabalho.

 

EA – Algum escritor em especial serviu de inspiração?

Di – Eu comecei a me interessar por crônicas lendo Cecília Meireles, Clarice Lispector e Fernando Sabino, mas só me enxerguei as escrevendo quando descobri um time de cronistas que brinca com o cotidiano de forma mais solta. Sou fã do Fabrício Carpinejar e da Martha Medeiros. A influência deles é mais visível. Sou algo entre eles e o Wesley Safadão (risos).

EA – O que você acha que mais vai encantar os leitores da sua obra?

Di – Primeiro a qualidade gráfica mesmo. O livro em si é uma obra de arte. Falo sem medo de parecer metido porque isso não se deve exatamente a mim, mas a um time muito competente de designers, ilustradores, fotógrafos e a gráfica que foi super parceira e entendeu o que queríamos fazer. A capa, que anda me matando de amor, é trabalho da talentosa Renata Vidal que já trabalhou em importantes projetos editorais como a versão brasileira de Delícia Divinas, da Nigella Lawson, o livro De Volta (Kass Morgan) e do premiado O Dia Em Que a Poesia Derrotou Um Ditador do Antonio Skármeta. Como diria o velhinho maluco do Jurassic Park “Não poupei despesas” (risos). Além disso, acho que muita gente vai ter boas surpresas com as histórias. Ler ali no papel tem uma emoção diferente. Eu garanto.

EA – Você é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Lá, muitas pessoas também tem esse sonho de escrever um livro. Quais as dicas que você pode dar para esse pessoal que quer lançar uma obra ir se preparando?

Di – Primeiro, eu acho que você tem que encontrar um meio termo entre o que você gosta de escrever e o que os outros gostam de ler. Não adianta escrever algo que não tem apelo comercial ou que ninguém vai querer ler. Livros são feitos para leitores. Depois, acho que é preciso exercitar muito o estilo a que você se propõe. Estudar mesmo. Por fim, acredito que é importante entender que as editoras dificilmente vão correr atrás de leitores pra você. Na maioria dos casos, elas preferem escritores que já os tenham, com um público-alvo bem definido. Então, nada de deixar seus textos na gaveta. Bota pra rodar. A internet tá aí pra isso.

 

EA – Deixa um trechinho do seu livro ai pra gente vai…

Di – Esse é um dos textos inéditos:

“Não era a primeira vez que seguiam juntos. Nem a última em que ela o abraçava as costas. Se você não quer que eu demore, porque não fica junto comigo de vez? – e ele teve medo por dois ou três segundos. Abandonar tudo? Mas logo entendeu que não havia mais nada sem ela”


SERVIÇO

Palmas
Serreal – 103 norte av NO 05 lote 48 (antigo Roots, saída para Paraíso)
Lançamento do Livro 20h às 22h
Após, show com o Quinteto Babaçu Jazz

Gurupi
Bamboo – Av. Bahia, esquina com Rua 07, Centro.
Lançamento do Livro 19h às 21h

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