CÂMPUS DE PALMAS: Após repercussão negativa, Proest recua e informa que por ora não haverá aumento no valor da refeição do RU

Por: Eduardo Azevedo

Após a repercussão negativa no ambiente acadêmico sobre o aumento de R$ 2,50 para R$ 4,00 na refeição do Restaurante Universitário (RU) da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Câmpus de Palmas, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proest) e a Coordenação dos RU informou que “por ora não haverá aumento no valor da refeição”.

De acordo com a coordenadora-geral do RU, Selma Carmo de Sousa, para debater o reajuste será realizado por meio da Proest, uma reunião com representantes estudantis, como os Centros Acadêmicos (CAs) e Diretório Central do Estudantes (DCE-UFT), em data ainda a ser definida.

De acordo com a pró-reitora da Proest, Juscéia Garbelini, no período de um ano, a empresa que administra o RU de Palmas reajustou o valor duas vezes, e em todos não foi feito repasse para os alunos, sendo dessa vez inviável para UFT arcar com o aumento sozinha.

“A UFT conta com três Restaurantes Universitários e, diante da necessidade de celebração de novos contratos e de reequilíbrio de preços, a Reitoria, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e a Coordenação dos RUs decidiram pela realização de um debate com a representação estudantil dos câmpus envolvidos, em busca de um reequilíbrio justo dos preços a serem praticados”, informou Júsceia Garbelini. Ainda segundo a pró-reitora, a intenção da reunião é chegar a um acordo com um preço único e justo para todos; que seja viável para os alunos, e que contemple as possibilidades orçamentárias da Universidade.

Com informações de Cynthia Mariah Barreto/Dicom-UFT.

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AMAR, MODO DE USAR: Jornalista formado pela UFT lançará livro em Palmas e Gurupi: “Se você não quer que eu demore, porque não fica junto comigo de vez?”, diz trecho da obra. Venha se encantar um pouco com a entrevista feita com Di Engenho Novo

Por: @eduardoazev

 

 

AMAR, MODO DE USAR: Jornalista formado pela UFT lançará livro em Palmas e Gurupi: “Se você não quer que eu demore, porque não fica junto comigo de vez?“, diz trecho da obra. Venha se encantar um pouco com a entrevista feita com Di Engenho Novo

O jornalista, músico e escritor Di Engenho Novo fará o lançamento do seu livro “Amar, Modo de Usar” no Tocantins esta semana. Ele, que é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), contou um pouco ao Blog do Eduardo Azevedo sobre quais as dificuldades enfrentadas e também as satisfações alcançadas durante a produção da obra. Além de aconselhar àqueles que tenham interesse em também escrever um livro, Di deixou um “palinha” do que você vai poder encontrar em uma das 112 crônicas que estarão em “Amar, Modo de Usar”.  Confira a entrevista  😉

Blog do Eduardo Azevedo – Você vai lançar o seu livro “Amar, Modo de Usar” este mês aqui no Tocantins. Do que trata o livro?

Di – O livro reúne 112 crônicas sobre amor, relacionamentos e temas cotidianos. Uma parte é uma compilação de textos escritos entre 2012 e 2015 no meu blog Palavra Crônica, a outra parte são textos inéditos. Aproveitei pra atualizar alguns textos em relação a estilo e até mesmo editar alguns trechos. Como me propus a falar sobre o amor, o livro vai passeando por alguns deles: amor romântico, amor entre amigos, amor de família, amor próprio. Apesar do título ser “Amar, Modo de Usar”, não me proponho a ensinar nada. O livro é mais um desabafo, uma conversa entre amigos que tentam entender seus sentimentos e relacionamentos nesses tempos loucos.

 

EA – Em quais cidades do Tocantins você vai realizar o lançamento?

Di – O livro vai ser lançando em Palmas na sexta (6/05) e em Gurupi no sábado (7/05). Palmas em especial foi escolhida por ser um reduto de amigos, mas também por ter sido a cidade com o maior número de contribuições pra campanha de financiamento coletivo do livro. Mais de 40% da arrecadação partiu de Palmas. Vou lá pessoalmente agradecer. Gurupi é a minha cidade, né? Tô voltando pra casa.

gurupi lançamento
Imagem: Reprodução/Facebook

EA – Qual a maior dificuldade você encontrou na hora de escrever um livro?

Di – Olha, eu tenho um desafio constante: escrevo todas as terças e quintas há quase 4 anos. É difícil se manter interessante, ter assunto, falar de formas diferentes do mesmo assunto. É preciso lidar com a escrita como um ofício mesmo, com técnica. Nesse ritmo não dá pra esperar inspiração ou iluminação celestial. O texto tem que sair. É um compromisso comigo mesmo e com meus leitores. Quando o livro se tornou real sofri com a curadoria. Precisava escolher entre quase 400 textos. Além disso, ainda tinha que me desafiar a escrever novos textos. Mas valeu muito a pena. A recepção tem sido incrível. Está todo mundo bem feliz com o resultado.

EA – Em contrapartida, qual a maior satisfação?

Di – Eu adorei poder contar histórias que me emocionavam de verdade. E quando você se coloca na figura de um contador de histórias, as pessoas naturalmente se aproximam pra contá-las. Tenho aprendido muito e experimentado universos muito diferentes. Isso é o que eu mais gosto no meu trabalho.

 

EA – Algum escritor em especial serviu de inspiração?

Di – Eu comecei a me interessar por crônicas lendo Cecília Meireles, Clarice Lispector e Fernando Sabino, mas só me enxerguei as escrevendo quando descobri um time de cronistas que brinca com o cotidiano de forma mais solta. Sou fã do Fabrício Carpinejar e da Martha Medeiros. A influência deles é mais visível. Sou algo entre eles e o Wesley Safadão (risos).

EA – O que você acha que mais vai encantar os leitores da sua obra?

Di – Primeiro a qualidade gráfica mesmo. O livro em si é uma obra de arte. Falo sem medo de parecer metido porque isso não se deve exatamente a mim, mas a um time muito competente de designers, ilustradores, fotógrafos e a gráfica que foi super parceira e entendeu o que queríamos fazer. A capa, que anda me matando de amor, é trabalho da talentosa Renata Vidal que já trabalhou em importantes projetos editorais como a versão brasileira de Delícia Divinas, da Nigella Lawson, o livro De Volta (Kass Morgan) e do premiado O Dia Em Que a Poesia Derrotou Um Ditador do Antonio Skármeta. Como diria o velhinho maluco do Jurassic Park “Não poupei despesas” (risos). Além disso, acho que muita gente vai ter boas surpresas com as histórias. Ler ali no papel tem uma emoção diferente. Eu garanto.

EA – Você é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Lá, muitas pessoas também tem esse sonho de escrever um livro. Quais as dicas que você pode dar para esse pessoal que quer lançar uma obra ir se preparando?

Di – Primeiro, eu acho que você tem que encontrar um meio termo entre o que você gosta de escrever e o que os outros gostam de ler. Não adianta escrever algo que não tem apelo comercial ou que ninguém vai querer ler. Livros são feitos para leitores. Depois, acho que é preciso exercitar muito o estilo a que você se propõe. Estudar mesmo. Por fim, acredito que é importante entender que as editoras dificilmente vão correr atrás de leitores pra você. Na maioria dos casos, elas preferem escritores que já os tenham, com um público-alvo bem definido. Então, nada de deixar seus textos na gaveta. Bota pra rodar. A internet tá aí pra isso.

 

EA – Deixa um trechinho do seu livro ai pra gente vai…

Di – Esse é um dos textos inéditos:

“Não era a primeira vez que seguiam juntos. Nem a última em que ela o abraçava as costas. Se você não quer que eu demore, porque não fica junto comigo de vez? – e ele teve medo por dois ou três segundos. Abandonar tudo? Mas logo entendeu que não havia mais nada sem ela”


SERVIÇO

Palmas
Serreal – 103 norte av NO 05 lote 48 (antigo Roots, saída para Paraíso)
Lançamento do Livro 20h às 22h
Após, show com o Quinteto Babaçu Jazz

Gurupi
Bamboo – Av. Bahia, esquina com Rua 07, Centro.
Lançamento do Livro 19h às 21h

DCE-UFT – Dois meses depois de eleita, Chapa ainda não tomou posse: “Peço desculpas”, diz presidente eleita

 

chapa eleita
Chapa única foi eleita em dezembro de 2015 – Imagem: Reprodução/Facebook

Por @eduardoazev

Dois meses e quatro dias depois de ter sido eleita, a Chapa “Da Unidade Vai Nascer a Novidade”, ainda não tomou posse no Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Tocantins (DCE-UFT). Neste período, a Comissão Eleitoral que organizou o Pleito é quem estava responsável pela representação dos alunos da UFT. Pensando nisso, oBlog do @eduardoazev entrou em contato na noite desta quinta-feira, 18, com a presidente eleita, Cinthia Santos Silva, do curso de Ciências Econômicas, para uma entrevista, que foi realizada por telefone.

Durante a conversa Cinthia não soube responder alguns questionamentos, como, por exemplo, se a Comissão Eleitoral publicou – ou não – o resultado da Chapa vencedora. Ela chegou a pedir desculpas pelo fato do grupo ainda não ter tomado posse.

Outro ponto destacado é a questão da presidente eleita não ter conhecimento de que a Comissão Eleitoral é quem está representando os alunos nas discussões que envolvem as eleições da reitoria. Inclusive um membro da Comissão Eleitoral para as eleições do DCE-UFT, se “autoindicou” para uma das vagas e, portanto, está representando (nós) os discentes nas duas comissões. Outra questão levantada foi o fato do ex-presidente do DCE-UFT, Vanicleisson Karajá, ser o outro representante dos acadêmicos.

Em contrapartida, a presidente afirmou que neste período de dois meses a equipe confeccionou um Projeto de Gestão, que será apresentado no próximo dia 27 de fevereiro em Araguaína, às 19h, no Cimba. Essa será a primeira ação do DCE-UFT.

Para entender melhor, confira a entrevista realizada para a produção da matéria:

@eduardoazev: Porque vocês ainda não tomaram posse?

Cinthia: “Vou dar o exemplo de Araguaína. Nós temos dois membros da cidade de Araguaína, e aqui as aulas voltaram em fevereiro. É um outro calendário”.

@eduardoazev: Mas mesmo assim, o que isso interfere na Posse de vocês? É apenas um rito oficial né?

Cinthia: Como?

@eduardoazev: É um rito oficial a posse no DCE-UFT, para que vocês possam exercer suas atividades, e de fato a chapa foi eleita para representar os alunos.

Cinthia: O DCE estava sendo representando pela Comissão Eleitoral.

@eduardoazev: Mas vocês é que foram eleitos… Então qual a representatividade que você pode assegurar para os alunos, sendo que vocês deixaram tanto tempo (dois meses e quatro dias), sem dar um respaldo, sem tomar posse?

Cinthia: Como eu te disse… A gente entendeu, né? Esse conceito de calendário, de eleição. Você entende que foi ruim ter uma eleição em dezembro? Você entende que foi um final de ano? Foi um tempo ruim…

@eduardoazev: Eu entendo que vocês assumiram essa responsabilidade e ficaram dois meses sem tomar posse, é essa a questão que estamos debatendo nessa matéria, inclusive como estudante que eu sou…

Cinthia: Eu entendo, e a gente está tentando consertar as coisas que estão acontecendo na universidade, sabe? Ouvindo muito os alunos e um tempo para refletir também tudo o que está acontecendo. Peço desculpas se foi falha da chapa isso, de não ter tomado posse antes.

@eduardoazev: Mas poderia ter tomado posse antes Cinthia?

Cinthia: Como eu te disse…

@eduardoazev: Poderiam ter tomado posse antes, vocês que venceram?

 

Cinthia: Acho que tudo é uma questão de analisar o cenário também, entendeu?

@eduardoazev: Regimentalmente, você como presidente eleita do DCE-UFT que tomará posse oficialmente a partir de amanhã, vocês poderiam ter tomado posse antes?

Cinthia: Olha, a posse conforme o regimento são 24h depois que o resultado é publicado né…

@eduardoazev: Então a resposta está exatamente nessa questão Cinthia.

Cinthia: Mas onde é que a Comissão Eleitoral publicou o resultado da Chapa vencedora?

@eduardoazev: Você foi eleita a presidente Cinthia, você tem que me dizer isso…

Cinthia: Não Eduardo, tudo bem, então assim amanhã (dia 19/02/16) a gente vai tomar posse, a gente tem que ver o lado bom também né? Que agora a gente tem um DCE e você pode cobrar isso.

@eduardoazev: Eu queria que você me respondesse qual o respaldo que vocês podem dar, sendo que poderiam tomar posse em 24h e deixaram passar dois meses. Como é que vocês vão ter uma responsabilidade com os alunos da UFT, se vocês não tiveram responsabilidade com a posse de vocês como representantes desses discentes?

Cinthia: Como eu te disse é uma questão de análise de cenário. Entendeu? A gente ia ficar o quê, dois meses sem aula, né? Dezembro quase todo sem nada, sem poder fazer um pouco de gestão. Dava pra fazer o quê? Janeiro também perdido, porque a gente não teria aula. Dez dias faltando em janeiro para Araguaína, ou seja, Araguaína só em fevereiro. É uma análise de cenário também Eduardo. Não é uma questão de só “vamo tomar, vamo”, mas vamos fazer o quê? É muito pior a gente ter tomado posse em dezembro e não ter feito nada, entendeu? Do que a gente tomar posse agora e já ter organizado um Plano de Gestão, que vamos apresentar amanhã (19/02/16), um Plano que será discutido todo no dia 27, e se você for colocar nessa matéria também espero que você convide, né? Os alunos da universidade a participarem e você também está convidado a participar, pra gente discutir esse Plano de Ação do DCE-UFT junto com os Centros Acadêmicos, os alunos que realmente são críticos, como você que está fazendo essa matéria, né? E discutir com a gente também uma Universidade melhor, entendeu?

@eduardoazev: Mas sabe o quê que aconteceu Cinthia, sobre essa omissão que houve, a Histefânia Alves é presidente da Comissão Eleitoral que coordenou as eleições do DCE-UFT. Esse mesmo DCE-TO é quem indicaria os estudantes para estarem representando os alunos agora nas eleições para a Reitoria. O que acontece, a Histefânia se “autoindicou” (para uma das vagas no dia 16/02/16).  Olha já o problema que deu…

Cinthia: Disso eu não posso te confirmar nada…

@eduardoazev: Eu que estou te afirmando, estou te repassando essa informação, porque ela agora está nas duas Comissões, então já é um problema. Outra situação é a do Vanicleisson Karajás, você o conhece?

Cinthia: Conheço, o ex-presidente (do DCE-UFT), né?

@eduardoazev: Você deve ter acompanhado a Gestão dele também né?

 

Cinthia: Tive (acompanhando) na universidade, teve um período de greve, mas estive…

 

@eduardoazev: Você sabe bem como foi a gestão dele. Ele é a outra pessoa que está representando os alunos agora nessa Comissão, que auxiliará nas eleições da Reitoria. Então, tudo nessa omissão do DCE-UFT, para você ver o que aconteceu. Esses problemas são alguns que eu consegui identificar até agora. Mas eu queria agradecer você pela atenção tá bom, por ter respondido às perguntas.

Cinthia: Se você puder ajudar a gente a divulgar, dia 27 de fevereiro agora, vai ser um Projeto piloto do DCE-UFT como primeira ação, em Araguaína às 19h no Cimba. É um evento para discutir o Plano de Gestão do DCE-UFT, o que os alunos querem do DCE-UFT. É isso que a gente quer discutir… E o quê que você Eduardo, quer hoje do DCE-UFT?

@eduardoazev: Como Cinthia? Eu queria que ele tivesse tomado posse, de verdade. Eu queria exatamente isso, que vocês realmente tivessem feito isso para posteriormente serem questionados como entidade, porque hoje vocês ainda não são né? Era isso que eu queria.

Cinthia: É…

@eduardoazev: A gente agradece novamente a atenção Cinthia.

@Cinthia: Tranquilo.

@eduardoazev: Muito obrigada!

Cinthia: De nada!

MEMBROS

Conforme divulgado na página do facebook da Chapa, 12 pessoas foram eleitas para representar os estudantes. São eles:

dce

“É um desastre”, diz jornalista Rinaldo Campos sobre Eduardo Siqueira Campos. O autor do “Ditador do Cerrado” também fala sobre Siqueira Campos, Kátia Abreu e mídia local. Confira a entrevista

Jornalista Rinaldo Campos
Em entrevista, jornalista Rinaldo Campos autor do “Ditador do Cerrado” diz que Eduardo Siqueira Campos “É um desastre” – Foto: Blog do @eduardoazev

Por: @eduardoazev

“Contando sobre o amor entre duas freiras enclausuradas em um convento, eu termino um poema dizendo: Deixem que se agarrem, pois a paixão sem amar se consome, e, sob a benção dos deuses, o beijo entre um homem e uma mulher, entre duas mulheres ou dois homens”. Foi em tom de poesia que terminou a entrevista com o jornalista Rinaldo Campos feita pelo Blog do @eduardoazev. Profissional conhecido no Tocantins por seus embates com o ex-governador Siqueira Campos (PSDB), logo após a criação do Estado, o jornalista falou à reportagem sobre o mais diversos assuntos.

Ele é o autor do livro “O Ditador do Cerrado”, que, conforme a 4ª edição da obra, teve três edições apreendidas pela Justiça do Tocantins para serem incineradas. O jornalista também ficou preso em 1993 por causa do livro em que fala sobre Siqueira Campos. Outro momento que trouxe para a mídia o nome do jornalista foi a sua prisão em 2011, onde alegaram envolvimento com um caso de pedofilia.

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