VISITE O TOCANTINS: 7 dicas para quem quer conhecer a Lagoa do Japonês

Por: Eduardo Azevedo

 

Quem ainda não visitou a Lagoa do Japonês, no município de Pindorama – TO, não sabe o que está perdendo.

No último sábado, dia 09 de julho, organizamos uma viagem para o município sem conhecer estradas, moradores, a cidade…

No entanto, não nos arrependemos do que encontramos por lá. Para ajudar quem pretende visitar a Lagoa, listamos aqui algumas dicas que podem facilitar a sua viagem.

1º Veículo

Fomos em veículo Pegeout 208, motor 1.5, baixo (ver imagem abaixo), e em cinco pessoas que pesam em media 70kg cada uma. A viagem foi tranquila. Com cuidado – principalmente na estrada de chão – dá para chegar tranquilamente ao destino final em um carro como este. Aconselhamos também a abastecer em Palmas. Em Pindorama o preço da gasolina está R$ 4,50. Um tanque cheio deste veículo (55L) deu para ir até a Lagoa e voltar à Capital.

P.s.: um carro maior, tipo caminhonete, facilitaria sua viagem COM CERTEZA.

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Seu carro não vai voltar branco desse jeito – Imagem: Reprodução/Web

2ª – Trajeto

Entramos no Google Maps para ver qual o trajeto mais próximo para a cidade de Pindorama. O informado por ele é a rodovia que passa por Porto Nacional. A estrada até certo ponto é boa, mas há um trecho de chão, antes de chegar a Pindorama, que nos fez perder praticamente 1h30 de viagem. Na volta, moradores nos aconselharam a ir pela cidade de Ponte Alta do Tocantins. Detalhe: esse trajeto não aparece de forma clara pelo Google Maps. Esse trecho sem sombra de dúvidas é muito melhor. Além de a estrada ser toda asfaltada – de Pindorama a Palmas – ainda pudemos conhecer de vista a praia de Ponte Alta, a cidade de Santa Tereza, o distrito de Buritirana e a famosa Cachoeira do Evilson, em Taquaruçu.

Portanto o melhor trajeto é: Palmas > Taquaralto > Taquaruçu > Buritirana > Santa Teresa > Ponte Alta > Pindorama. Tudo isso – da Av. Palmas Brasil, em Palmas, até Pindorama – deu 204km.

Segue o trajeto:

Trajeto até pindorama
Estrada de Palmas até Pindorama – Imagem: Reprodução/Google Maps

3ª Estrada de Pindorama até a cachoeira

De Pindorama até a Lagoa do Japonês são 32 km, que fizemos em 1h de carro. Não há praticamente nenhuma informação em placas sobre como chegar até lá. Como sempre, tivemos que perguntar para várias pessoas até chegar ao local. A melhor dica é: no posto da cidade pergunte como chegar até a Lagoa. Provavelmente eles apontarão o dedo (literalmente) informando o lugar correto. Da saída da cidade você pode contar 3 pontes. Após a terceira, entre na 1ª entrada à esquerda. Em km deu entre 18 a 19 km da cidade até a porteira que dá acesso à Lagoa. “Entrou para dentro” é só andar mais 12km. Você encontrará mais a frente uma casa e lá eles te informarão que a distância daquele ponto até a Lagoa é de 7 km. Em seguida, há outra residência (só aqui você encontra a primeira placa informando “Lagoa do Japonês”), uma casa de apoio ao turista, onde todas as dúvidas podem ser esclarecidas. Detalhe: não paga nada para entrar.

4ª – O Local e as Comidas

Ao chegar à Lagoa você se deparará com essa imagem:

2 - FOTO
Local onde as pessoas acampam – Imagem: Phylipe Augusto

Por isso é bom levar redes, algo para forrar o chão, como se fossem fazer um piquenique. Fomos em um sábado, por isso já havia algumas pessoas (por volta de 30) no local – acredito que tenham pernoitado. Como a viagem é um pouco cansativa, nos arrependemos de não estarmos preparados para dormir. Entretanto, informamos a quem quiser ir e voltar no mesmo dia, que dá tranquilamente, basta apenas sair bem cedo de casa. Levamos frutas, carne, uma churrasqueira, água, sucos, um tecido tipo TNT para forrar o chão, e nos alimentamos bem no local.

5º – O que faltou na nossa viagem

Vimos de tudo um pouco obsevando as outras pessoas que também estavam no local. Como foi a nossa primeira vez na lagoa, sentimos falta de algumas coisas que elas usavam e que poderiam melhorar ainda mais a nossa visita. Segue a lista:

– Colchão inflável, para usar na lagoa

– Óculos de mergulho

– Uma Câmera que tire foto dentro d’água e/ou uma proteção para o celular fazer isso

– “Boias Macarrão” e/ou outros tipos de boias para nadar em toda a Lagoa

– Redes

– Baralho

– Proteção para os pés (esse é indispensável e você vai entender melhor o porquê na dica n° 6)

– Mais amigos ❤

6º Detalhes

  • A água é cristalina. Dá para ver TUDO. Entretanto, as pedras imersas são extramente cortantes (MUITO MEEEESMO). Seria bom levar algum tipo de proteção para o pé, quando for entrar na Lagoa. Depois que descobrimos o quanto elas cortavam entramos de havaianas, para amenizar a dor…
  • A parte mais interna da Lagoa, próxima do paredão mostrado na foto de capa dessa matéria, é bem funda. Quem não sabe nadar é bom não esquecer a boia, senão perderá boa parte da vista maravilhosa da Lagoa.
  • A água é super gostosa. Não é fria como a das cachoeiras de Taquaruçu.
  • Não pega celular na Lagoa.

7º Gastos

Com gasolina, alimentação e tudo o que levamos gastamos a quantia de R$ 71,50 para cada uma das cinco pessoas que foram para a Lagoa. Barato né?

Confira nas imagens algumas das fotos que fizemos da Lagoa, feitas com um celular:

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JUFT: Se algo mais sério acontecesse com algum acadêmico, de quem seria a responsabilidade?

Por: Eduardo Azevedo

Mais uma vez os Jogos Universitários Estudantis da Universidade Federal do Tocantins (JUFT) são criticados nas redes sociais pela falta de estrutura e suporte dada aos acadêmicos participantes.

Antes de qualquer crítica relacionada ao evento é preciso considerar o esforço de todas as pessoas envolvidas na sua organização: Diretório Central do Estudantes (DCE-UFT), Centros Acadêmicos (CAs), Diretoria de Esportes da UFT, que, mesmo sem os recursos necessários, se propuseram a realizar o melhor e maior evento esportivo da universidade.

Entretanto é preciso falar de responsabilidades.

Nas seletivas que ocorreram em Araguaína em maio, conforme divulgado em uma matéria feita por este Blog, já havia sido relatado um caso em que foi preciso atendimento médico a um dos jogadores.

Já em Palmas foi estabelecido um regulamento geral e outro específico para nortear as regras, direitos e deveres que cada um deveria seguir durante o torneio. No regulamento específico para Rugby, por exemplo, é informado que “um médico oficial designado pela organização do torneio estará presente durante as partidas”.

Conforme dito ao Blog Eduardo Azevedo por participantes da modalidade no JUFT em Palmas, não havia tal acompanhamento durante as partidas.

É importante destacar este ponto do regulamento, pois  – antes de tudo – a saúde das pessoas deve ser prioridade. Principalmente em um evento que leva o nome da maior instituição de ensino superior do Estado.

Nesta segunda-feira, 20 de junho, a acadêmica da UFT de Gurupi Su Donato postou nos diversos grupos da universidade que um atleta também passou mal em Palmas, após um dos jogos e que não teve atendimento imediato. “Não recebeu nenhum tipo de atendimento, foi para o alojamento andando sozinho e lá cuidamos dele”, disse.

“Ah, mas isso foi um caso isolado…”

É preciso exatamente de um único caso para que todo um evento seja comprometido.

Serve pra refletir.

Por experiência, sabe-se bem que na hora de receber os “louros” sempre é encontrado alguém assumir a autoria, mas e se algo mais sério acontecesse com esse acadêmico ou com qualquer outro, de quem seria a responsabilidade?

Felizmente nada de sério aconteceu com o jovem, mas, novamente, este caso serve de reflexão.

O alerta que deve ficar para todos que querem realizar eventos esportivos, é que tenham mais observação sobre o que pode ser oferecido de segurança médica aos atletas. Não raro, pode ser encontrado na imprensa relatos de pessoas que passam muito mal durante partidas e até mesmo morrem por falta de assistência especializada imediata.

Os jogos, a interação entre os acadêmicos dos mais variados Câmpus da UFT é muito importante para a universidade e para alunos. No entanto, a Reitoria, a Diretoria de Esportes, o DCE-UFT, Os CAs e todos os demais representantes da instituição devem ficar atentos para que problemas realmente sérios não venham a ocorrer em eventos futuros.

É bom repensar e PLANEJAR desde agora o que pode ser feito principalmente nesta parte da assistência médica.

Ninguém quer que um evento esportivo de tamanha expressividade para a comunidade acadêmica (quiçá em todo o Estado) seja marcado por algum incidente que, por meio de organização e planejamento, poderia ter sido evitado.

#DeOlho: Escolha de pró-reitores estaria gerando desconforto entre Isabel e Márcio: confira também a lista de possíveis nomes que poderão compor o “1º Escalão da UFT”

Por: Eduardo Azevedo

Após as eleições para a reitoria, a movimentação na Universidade Federal do Tocantins (UFT) está direcionada para a posse da reitora eleita, Isabel Auler, para a saída do atual reitor, Márcio da Silveira, e também na escolha dos novos pró-reitores e do prefeito universitário. Atualmente a composição do “1º Escalão” da instituição está da seguinte maneira:

Reitor: Márcio Silveira

Vice-reitora: Isabel Cristina Auler Pereira

Chefe de Gabinete: Emerson Subtil Denicoli

Pró-reitor de Administração e Finanças: Raimundo Nonato Noronha Alves

Pró-reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários: Juscéia Aparecida Veiga Garbeline

Pró-reitor de Avaliação e Planejamento: Eduardo Andrea Lemus Erasmo

Pró-reitora de Graduação: Berenice Feitosa da Costa Aires

Pró-reitor de Extensão e Cultura: Abraham Damian Giraldo Zuniga

Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação: Waldecy Rodrigues

Pró-reitora de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas: Érica Lissandra Bertolossi Dantas

Prefeito Universitário: Erich Collicchio

Diversas fontes ouvidas pelo Blog Eduardo Azevedo nos últimos dias informaram que há um desconforto na relação entre Isabel e Márcio, devido à indicação de nomes que devem compor os cargos na próxima gestão. Um dos motivos seria um pedido do atual reitor solicitando à reitora eleita para que a pró-reitora de Assuntos Estudantis e Comunitários (Proest), Juscéia Aparecida Veiga Garbeline, permanecesse no cargo. Isabel teria negado o pedido e reforçado que, além de Jusceia, a pró-reitora de Graduação, Berenice Feitosa da Costa Aires, também não continuará na função.

“Ele está muito chateado com a Isabel, mas é ela que vai trabalhar né? Tem que montar a equipe dela também”, reforçou uma fonte ligada à reitora eleita.

A Proest seria a pró-reitoria que está dando mais trabalho para se definir um nome que seja consenso. “Está uma zona de guerra”, definiu outra fonte.

Além dessa situação, muitos nomes já são ventilados nas rodas de conversa dentro da UFT. Um deles é o do professor do curso de medicina Raphael Sanzio Pimenta, cotadíssimo para ser o novo Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesq). Outro que já é dado como certo no 1º Escalão é o professor Aurélio Picanço (Engenharia Ambiental).

Outros nomes que também estão cotados é o de Jose Damião Trindade Rocha (Pedagogia), Karylleila dos Santos Andrade Klinger (Artes), Delson Henrique Gomes (Ciências Contábeis), Renata Junqueira Pereira (Nutrição) e o de Gentil Veloso Barbosa (Ciência da Computação). O único que deve permanecer como pró-reitor é o professor Eduardo Andrea Lemus Erasmo, na Pró-reitoria de Avaliação e Planejamento.

Na chefia de Gabinete Emerson Subtil Denicoli pode continuar na função, mas há quem diga que um bom nome é o do também administrador Dimas Magalhães Neto.

Outra informação dita por três pessoas ouvidas pelo Blog é a de que poderá ocorrer uma mudança significativa na área da Comunicação na gestão de Isabel.

A verdade é que só se será possível confirmar de fato quem ficará no “1º Escalão da UFT” a partir do dia 15 de junho, data em que Márcio deixa oficialmente a reitoria da instituição. Já na semana que vem, o Ministério da Educação (MEC) deve publicar a data da posse de Isabel.

Entretanto, já é possível observar que há mais nomes sendo ventilados do que cargos disponíveis na estrutura administrativa da “linha de frente”.

É aguardar pra ver.

Anota ai, e faça a sua aposta:

Reitora: Isabel Cristina Auler Pereira

Vice-reitora: Luis Eduardo Bovolato

Chefe de Gabinete:

Pró-reitor de Administração e Finanças:

Pró-reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários:

Pró-reitor de Avaliação e Planejamento:

Pró-reitora de Graduação:

Pró-reitor de Extensão e Cultura:

Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação:

Pró-reitora de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas:

Prefeito Universitário:

A reportagem tentou falar com Isabel e com Márcio na tarde desta sexta-feira, 02 de junho, mas as ligações não foram atendidas. Por meio da assessoria, o Blog foi informado de que os dois estão em viagem aos Câmpus do interior. Ainda de acordo com a assessoria, não há nenhum desconforto na relação institucional entre o reitor e a reitora eleita. O espaço se mantém aberto caso eles queiram se posicionar.

OPINIÃO: Dois policiais mortos no final de semana: um momento para refletir sobre o respeito que deve ser dado aos militares do Estado do Tocantins

Por: @eduardoazev

 

 

O início da semana não será fácil para a Polícia Militar do Estado do Tocantins (PM-TO).

Com duas baixas neste final de semana, a tristeza tomou conta de toda a corporação, pois mais do que companheiros de serviço, dois irmãos tiveram suas vidas ceifadas.

Ambos no exercício de sua profissão.

O soldado Ivan Borges de Lima, morto na última sexta-feira, 01, não estava fardado. No entanto, honrou a compromisso e a promessa que fez à farda, de defender a sociedade. Ele impediu um assalto em um estabelecimento comercial em Palmas, alvejando os dois autores, mas, infelizmente, foi ferido e conduzido ao Hospital Geral de Palmas (HGP), onde não resistiu.

Uma amiga policial, abalada com este ocorrido, desabafou em uma rede social. “Ainda vem gente dizer que a PM tocantinense ganha bem para não fazer nada, para ficar passeando de viatura. Pior que ouvir essas asneiras, é engraxar meu coturno para ir a um cortejo fúnebre de um colega tão padrão como este que se foi”, postou. O sentimento de perda é geral em toda a instituição Militar do Tocantins.

A esposa do Soldado, que está grávida, também desabafou.

“Ele vivia para a Polícia Militar, se orgulhava ao vestir a farda, foi um grande homem. Como marido não tenho o que reclamar, um grande companheiro, sempre me colocando para cima e dando força. Como militar era padrão. Nesse momento de dor gostaria de esclarecer somente que ele honrava a PM e não seria capaz de fazer nada contra as normas da PM. No dia do ocorrido ele estava fazendo alguns orçamentos para tentarmos iniciar mais um de nossos sonhos, a nossa casa própria. Ele apenas cumpriu o juramento que fez quando formou, que iria proteger a sociedade a qualquer modo, e agora de onde ele estiver vai proteger eu e a Isa, que ele tanto sonhava em pegar no colo”, escreveu.

Infelizmente esse sonho também foi interrompido.

Já neste domingo, 03, na cidade de Colmeia, conforme informações da PM, o Sargento Paulo Pereira da Silva tombou ao defender a sociedade também em circunstâncias trágicas.

Durante atendimento a uma ocorrência no município, o Militar foi fatalmente atingido e o seu companheiro de serviço, 3º Sargento Josafá Ferreira de Araújo também foi alvejado, mas se encontra estável, recebendo cuidados médicos.

O Sargento Paulo ingressou na corporação no ano de 1998, atualmente servia no 7º Batalhão, tinha 38 anos, era casado e deixa dois filhos.

Nesta segunda-feira, 04, a PM manterá os seus trabalhos em todo o Tocantins. Continuará lutando para manter a ordem pública, através de patrulhamentos, rondas, abordagens a pessoas e a veículos. Realizá prisões, detenções, buscas e condução de criminosos.

Mesmo assim será um dia triste para todos, principalmente para os familiares dos militares que se foram e para os irmãos de farda.

Muita gente fala sobre a Polícia Militar e demonizam os seus trabalhos simplesmente pelo que veem na TV. Uma generalização injusta, principalmente quando se trata dos policiais aqui do Tocantins.

No Estado, todos têm um conhecido, um familiar, um amigo ou uma amiga que é da PM. De perto, pode ser verificado o trabalho de referência, com os recursos que possuem, que é desenvolvido pela grande maioria em prol da sociedade.

As histórias de vida do soldado Ivan e do Sargento Paulo são reflexos do respeito que deve ser dado instituição. Eles deram a coisa mais preciosa que possuíam para defender aquilo que acreditavam, e não se fala exclusivamente da vida em si, mas do convívio com aqueles que eles amavam e que os amavam também.

Neste momento é necessário fazer esta reflexão. Está comprovado que eles farão o que for possível – inclusive colocando suas vidas na linha de frente –para defender a população.

O respeito é um mero ato de reconhecimento que deve ser dado por esta sociedade à PM do Estado do Tocantins.

OPINIÃO: “É uma luta de corruptos contra corruptos, com o povo de massa de manobra no meio”, diz Roberta Tum. Confira a opinião da jornalista tocantinense na íntegra

Por: @robertatum

O PT falhou em distanciar-se de tudo que combateu ao longo dos anos desde sua criação, até assumir o poder, com o ex-presidente Lula, após uma longa luta contra as elites brasileiras, encasteladas em partidos, em jornais tradicionais e canais de TV.

Foram oito anos de Lula, e com ele de inegáveis avanços sociais. Foram quatro anos de Dilma, reeleita com dificuldade, para levar adiante as mesmas causas sociais. No quinto ano dela, a era Lula-Dilma-PT encara seu fim.

Faço parte da geração de jornalistas que viveu a transição entre o tempo da verdade que se lia nos jornais – ao gosto do patrão – e as suas várias faces, lidas, vistas e ouvidas em toda parte: blogs, portais, redes sociais e nos grandes jornais, mais a televisão.

Não estranho o conteúdo dos áudios divulgados – e não vazados – para a Rede Globo de televisão, com exclusividade e preferência, por determinação do Juiz Sérgio Moro. Fontes têm veículos preferenciais. Moro gosta da  Globo, onde sua popularidade foi elevada aos limites. A Globo gosta de Moro. É um casamento perfeito de interesses e intenções. Basta ler  e observar a história.

Num cenário de palavras de ordem contra a corrupção, ouvir a mesma mensagem o dia todo, tem o poder de levar as pessoas às ruas tomadas por uma indignação potencializada ao extremo. É o que está acontecendo desde ontem, quando uma conversa entre Dilma e Lula demonstra que a presidente mandou ao ex-presidente um termo de posse para ser usado “em caso de necessidade”.

Está clara a intenção. Lula não poderia receber uma ordem de prisão, por parte do juiz Moro, da Justiça Federal de Curitiba –  ironizada como a República de Curitiba por ele num telefonema também divulgado –  sem que estivesse salvaguardado.

Muitos sustentam o argumento de que Dilma agiu assim, obstruindo a Justiça e por isso, criou mais um motivo para seu impeachment. Outros afirmam que se não havia ordem de prisão expedida, não houve obstrução da Justiça. Outros ainda argumentam que se Lula continuará a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal, não há obstrução, em nenhuma hipótese. Há escolha de foro.

O crime de Dilma então foi decidir que, alçando Lula a Ministro chefe da Casa Civil, ele só poderia ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal. Que o próprio Lula conceitua em um dos seus mais autênticos desabafos, como “um tribunal acovardado”.

Os áudios, todos, abertos, escancarados, mergulharam o País num frenesi desde ontem a noite. São compartilhados via WhatsApp, e publicados nas redes. Viralizam e ganham memes. Estamos vivendo a catarse da República virada do avesso, exposta nas entranhas. Sem censura, com direito a palavrões e sorrisos compartilhados com ironia.

Ainda vamos apurar, baixada a poeira, o que há de criminoso e o que há de desabafo legítimo nos áudios de Lula que se sente perseguido, acuado, por forças políticas contrárias, sob o manto da justiça.

Mas vamos desligar a televisão só por um momento. Vamos calar os comentaristas da Band News e da Globo News. Vamos desligar os áudios – dos quais já decorei até o “tchau querida!”- e pensar.

O PT perdeu as condições éticas de governar o País, ao se igualar a todos os partidos de direita no modus operandi de levantar recursos para campanhas, usando caixa dois e doações de empresas? Sim…

O PT e a presidente Dilma demonstraram ter o mesmo modus operandi de proteger os companheiros na hora da crise, hábito de todos os partidos de direita? Sim.

Mas o PT é o único partido corrupto do País? Não…

O sucessor da presidente Dilma, em caso de renúncia ou impeachment, tem histórico diferente e está limpo? Não…

Caso Dilma e Temer sejam afastados pelo TSE – uma das possibilidades reais – numa decisão técnica e não política, quem assume na linha sucessória, Eduardo Cunha, está limpo? De jeito nenhum…

Triste situação a que chegamos. Uma República em crise, com a ética em farrapos.

E a ética do Juiz Moro? Qual é? Tão convicto do seu papel de super-herói, que já dizia o jornalista Paulo Nogueira, “pensa que pode voar”. Tão ensimesmado que é capaz de mandar divulgar um áudio em rede aberta de televisão, envolvendo a presidente da República, após perder o controle sobre seu alvo preferencial, numa espécie de “vingança”, um ato final.

Muito do que Moro fez ontem é questionável. A nota divulgada pela Polícia Federal deixa claro: o juiz determinou a suspensão do monitoramento telefônico, mas a operadora só suspendeu o sinal horas depois. No intervalo, o que foi gravado, foi divulgado, nitidamente com a intenção de incendiar o cenário político.

Desconfio de juiz justiceiro. Que se acha o Superman. Que acha que pode moldar as leis ao seu gosto, e aos seus interesses. É assim que Moro tem agido, mas deixou claro, sem sombras de dúvidas, no dia em que mandou conduzir coercivamente Lula para depor, sem que ele tivesse se recusado a comparecer a qualquer depoimento.

Moro já extrapolou antes, e extrapolou agora.

“Ah, mas é por uma boa causa!”, afirmam os anti-Lula, anti-Dilma e anti-PT em sua defesa.

Não concordo, para mim está claro. O juiz fez uma escolha: optou pelas ruas ao invés dos tribunais.

Antecipou o julgamento político e popular, usando a grande mídia, um veículo de comunicação de massa. De caso pensado.

Que os bandidos de colarinho branco, de todos os partidos, são perniciosos, isso a gente já sabia.

Mas um juiz fazendo sua justiça particular com as próprias mãos é de assustar.

O governo Dilma caminha agora para o fim. Por bem menos que isso, Collor foi cassado. Uma crise destas, de credibilidade, nunca foi vista antes na história. Resta saber quanto tempo levará. Até quando, a partir de ontem, Dilma sangrará na praça, com Lula a tiracolo.

Não há ilusão: esta não é até aqui, uma luta dos impolutos contra os corruptos. É uma luta de corruptos contra corruptos, com o povo de massa de manobra, no meio.

É uma guerra da direita contra a esquerda. É uma luta de classes. Sem disfarces. Os que têm um pouco menos de comprometimento e um pouco mais de clareza precisam deixar claro que a indignação não pode ser seletiva.

Esse é o Brasil que precisa se levantar: o que não está comprometido com nenhum grupo.

As questões jurídicas, do que é crime ou não, serão melhor compreendidas quando a fumaça das paixões baixarem.

O que fica evidente é que o sistema político brasileiro faliu. As instituições estão por um fio. Resta pouca coisa no que acreditar.

A palavra agora é do Supremo Tribunal Federal. Onde têm assento tanto um Gilmar Mendes (conhecido por suas posições políticas) e que apoia Moro e seu modo de agir, quanto um Marco Aurélio Melo, ponderado, equilibrado.

É dele a frase: “não há observância da lei só no Paraná”.

O show continua, transmitido ao vivo pela TV. A história do Brasil está sendo escrita agora, observada pelo mundo.

Nós, que já acreditamos em caçador de marajás, e acreditamos num presidente torneiro mecânico, precisamos parar de fabricar super-heróis. Precisamos assumir o comando do nosso próprio destino.

Duros tempos de uma depuração necessária. Para que surja outro Brasil, depois deste.

Roberta Tum é jornalista e editora do Portal T1 Notícias, no Tocantins.

ANÁLISE: A representatividade no caso da advogada e do policial civil, ocorrido em Paraíso do Tocantins

pc e oab
Imagem: Da Web

Por: @eduardoazev

O caso da possível agressão à advogada de Paraíso, Iara Maria Alencar, de 63 anos,  pelo policial civil Márcio Parrião, tem levantado muitos questionamentos e opiniões pela internet afora. O fato teria ocorrido no último sábado, dia 27 de fevereiro, na cidade de Paraíso do Tocantins.

O jornalista Luis Armando definiu o caso  como: “Espetáculo da OAB: irmandade feminina denominada sonoridade parece querer transformar caso de polícia em caso de política”.

Uma análise que não levou em consideração o que de fato a OAB representa:  os advogados. Tirando como base o lamentável acontecimento, que notadamente deve ser esclarecido pelas instâncias competentes, a Ordem – que estava tão desprestigiada – mostra que de fato vem a representar a sua categoria. Ao ouvir amigos advogados, muitos estão felizes pelo posiconamento tomado pela Ordem, visto que até mesmo o novo presidente do Conselho Federal da OAB, Cláudio Lamachia, estará no Estado do Tocantins para acompanhar in loco o caso.

Isso mostra que a OAB-TO tem buscado destaque na defesa de seus advogados, como era proposto na campanha enquanto chapa “Protagonista”.

Do outro lado estão os representantes da Polícia Civil, instituição bem organizada, sempre unida e que com a força de seus membros conseguiu várias conquistas (vide o êxito da categoria na aprovação de matérias na Assembleia Legislativa nos últimos anos), sendo atualmente uma das mais visadas em concursos públicos do Estado.

No entanto algumas inconsistências nas notas que foram enviadas à mídia local, mostram que é necessário uma melhor especificação de quem de fato é o representante da Polícia Civil, haja vista a disparidade de informações.

Em uma nota de repúdio assinada pela Associação dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (ASPOL-TO); Associação de Agentes Penitenciários da Polícia Civil do Estado Do Tocantins (AGEPENS-TO); Associação dos Agentes de Polícia Civil do Estado do Tocantins (AGEPOL-TO) Associação dos Escrivães da Polícia Civil do Estado do Tocantins (AEPTO) e Associação dos Policiais Civis Papiloscopistas do Estado do Tocantins (ASPA-TO), divulgada na manhã desta segunda-feira, 29, pelo site Af Notícias foi veiculada a seguinte informação:  Associações saem em defesa de policial acusado de agressão: “é pastor não tem arma e trabalha sozinho no plantão”.

Entretanto, em outra nota divulgada no período da tarde pelo Portal T1 Notícias, era informado que:  Advogado do Sinpol nega agressão à advogada e afirma que policial cumpriu dever: Advogado Leandro Manzano encaminhou nota, afirmando que a advogada teria desacatado o Policial Civil, que reagiu “em seu dever legal “. Policial teria dado ordem de prisão e sacado arma.

Outra nota já havia sido veiculada pelo Af Notícias, onde o Sinpol-TO diz ser a única entidade a representar a Polícia Civil do Tocantins.

Neste contexto, observa-se uma falta de organização da representatividade de um órgão tão competente e essencial para a segurança pública no Estado. Oras, estava ou não armado?

Tal fato não deslegitima toda a força e respeito que deve ser dado aos milhares de policiais civis que estão diuturnamente na linha de frente, investigando casos e fazendo o possível dentro de seus limites para atender bem à sociedade tocantinense. No entanto, é preciso esclarecer quem pode falar oficialmente em primeira instância sobre a Policia Civil, respeitando desta maneira uma hierarquia, para que não haja desencontro de informações, conforme observado no caso.

Do outro lado deve ser reconhecido que a organização da OAB tem atendido aos interesses de quem ela representa: seus advogados.

Pastor é preso no Tocantins acusado de estuprar a filha adotiva por sete anos

pastor
Imagem: Divulgação

Fonte: Ascom/SSP-TO

Policiais Civis da cidade de Paranã, no sul do Estado do Tocantins, coordenados pelo delegado Elírio Putton Júnior, prenderam, na tarde da última segunda-feira, 22, N.M.C., 41 anos, suspeito de abusar sexualmente da filha adotiva, de 13 anos.

Ele foi preso após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva, expedido pelo juiz da comarca do município. Segundo o delegado, N.M.C é pastor de uma igreja evangélica, localizada no povoado de Bom Jesus das Palmas, zona rural de Paranã, e, juntamente com sua esposa, criava a adolescente como filha desde quando a garota tinha dois anos de idade.

A vítima, que atualmente está com 13 anos de idade, relatou à Policia que desde os seis anos sofria constantes abusos por parte de seu pai adotivo. A denúncia contra , N.M.C foi realizada por meio do disque 100, sendo imediatamente repassada à delegacia, que deu início as investigações do caso.

Diante da comunicação do fato foi instaurado Inquérito Policial para a apuração do crime de estupro de vulnerável. Poucos dias após o início das investigações, o delegado solicitou à justiça a prisão preventiva do autor. Após os procedimentos cabíveis, o acusado foi recolhido à carceragem da Cadeia Pública de Palmeirópolis, onde se encontra à disposição do poder judiciário.

ELEIÇÕES UFT – Conheçam os candidatos à reitoria, os principais problemas do processo eleitoral e veja uma análise sobre as chapas

CANDIDATOS - UFT
Isabel (1) confirmou candidatura; Expedito (2) e Eduardo (4) formarão chapa de oposição; Elvio Quirino (3) ainda não decidiu se concorrerá – Imagens: Reprodução/Facebook

 

Por: @eduardoazev

Foi publicado na noite do último dia 18 de fevereiro, o regimento eleitoral com as normas que guiarão a escolha do novo Reitor(a) e da nova Vice-Reitor(a) para o quadriênio 2016-2020 da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Os interessados em registrar suas respectivas chapas terão apenas quatro dias, sendo que dois úteis, para realizar o procedimento, que finaliza no próximo dia 23 de fevereiro de 2016.

 

O Blog do @eduardoazev entrou em contato com os nomes que foram ventilados nos últimos dias, para confirmar suas intenções em participar do processo eleitoral.

O prof. José Expedito Cavalcante confirmou que registrará chapa e que terá como vice o Prof. Eduardo Cezari, do curso de pedagogia.

A atual vice-reitora, profa. Isabel Cristina Auler, também confirmou que concorrerá ao cargo de reitora. Nos bastidores, o nome do diretor do Câmpus de Araguaína, professor Luís Eduardo Bovolato, é o mais cotado para assumir a candidatura à vice.

O prof. Élvio Quirino Pereira não descartou a possibilidade de registrar chapa. “Nós ainda estamos dialogando com os membros da comunidade”, afirmou.

O Blog do @eduardoazev também entrou em contato com a Profa. Patrícia Orfila, que disse não ter interesse em concorrer. O prof. George Brito também descartou a possibilidade de se candidatar, mas reforçou que apoiará a Profa. Isabel no pleito.

Outro nome que havia sido veiculado era o do ex-reitor Alan Barbieiro, que atualmente é secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Humano de Palmas. À reportagem, ele negou as especulações. “Não devo me envolver nas eleições, mas seguramente se a Profa. Isabel for candidata eu votarei nela, mas candidato de jeito nenhum. O que a gente tinha para colaborar com a universidade como reitor, já fizemos. Agora eu quero ser só professor mesmo”, declarou.

O Blog do @eduardoazev também entrou em contato com o reitor, Márcio da Silveira, neste sábado, 20, mas as ligações não foram atendidas. Informações de bastidores confirmam que ele não sairá candidato. Uma fonte do Blog chegou a afirmar que ele não declarará apoio à profa. Isabel por causa da sua rejeição no ambiente universitário.

Portanto apenas duas chapas confirmaram interesse em concorrer ao cargo.

PROBLEMA 1

Conforme divulgado, os organizadores do edital que guiará as eleições para a reitoria, representando as respectivas classes, são as seguintes pessoas:

 

PROFESSORES

José Manoel Miranda de Oliveira

Paulo Cléber Mendonça Teixeira

TÉCNICOS

Diógenes Alencar Bolwerk

Marcos Antônio Baleeiro

ALUNOS

Histefânia Costa Alves

Vanicleisson Dias Karaja Amorim

 

No texto, a primeira inconstância encontrada é a de que os acadêmicos que representam os alunos são citados como membros do DCE-UFT. Entretanto, mesmo tendo sido eleita em 15 de dezembro de 2015, a Chapa só tomou posse oficialmente nesta sexta-feira, dia 19 de fevereiro. Durante este período, era a Comissão Eleitoral quem respondia pelo DCE.

Na última quinta-feira, 18, em entrevista dada ao Blog do @eduardoazev, a representante discente na organização das eleições para a reitoria, Histefânia Alves, confirmou que também faz parte da Comissão Eleitoral que estava à frente do DCE. Em outras palavras, ela se “autoindicou” ao cargo. Questionada se era errado a pessoa se “autoindicar” para uma a função nas eleições da reitoria, a estudante foi enfática: “É porque ninguém quis na verdade”, disse.

PROBLEMA 2

Os membros da Comissão Eleitoral que são técnicos administrativos possuem uma relação próxima com a reitoria, pois fazem ou já fizeram parte do corpo diretivo. De acordo com uma pesquisa realizada nos Boletins Internos e no Portal da Transparência da UFT, Diógenes Alencar Bolwerk foi dispensado da função comissionada, código FG-01, em 31 de janeiro de 2016, mas foi nomeado no dia seguinte como Diretor de Programas e Projetos da Pró Reitoria de Extensão e Cultura (PROEX).

Já Marcos Antônio Baleeiro era diretor do Núcleo de Inovação Tecnológica da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação até o dia 31 de outubro de 2015, quando foi dispensado.

O Blog do @eduardoaev entrou contato na tarde deste sábado, 20, com o membro da Comissão de Ética do processo eleitoral da reitoria, Cristian Ribas, para questionar as duas questões informadas anteriormente, já que a Comissão é responsável por impugnar candidaturas.  Ele informou que verificaria as situações.

ANÁLISE

Conforme as palavras do Prof. Alan Barbieiro, que ficou por oito anos na reitoria da universidade, precedido pelo Prof. Márcio da Silveira, pode-se perceber que o mesmo grupo é quem dá as cartas por mais de 11 anos na UFT. Mesmo sendo vice-reitora, Isabel é quem de fato está trabalhando na UFT, assumindo muitas vezes o papel de reitora. O desgaste da gestão pelo descaso em que se encontra a universidade – principalmente nas questões físicas e de segurança – de conhecimento dos alunos, técnicos e professores – será um ponto determinante nas decisões de voto.

Outro reflexo deste desgaste pelo qual sofre a gestão está presente nos colegiados, locais onde se percebe grande desmotivação dos professores, pilares centrais na Universidade.

O grupo liderado pela vice-reitora é o mesmo que vem comandando a universidade por vários anos. O desgaste ao longo deste tempo será refletido neste pleito, basta saber se o grupo conseguirá se reinventar para apresentar um Projeto de gestão extremamente inovador. Experiência e conhecimentos administrativos eles possuem.

Os apoios de Alan Barbieiro, Márcio da Silveira e a divisão do colegiado de pedagogia, do qual Isabel faz parte, também podem pesar muito na escolha do voto, tanto para sim quanto para não.

Do outro lado está a oposição, que tem como grande dificuldade o sistema universitário. Questões financeiras também podem pesar neste sentido para este grupo, já que nestes processos sempre há muito recurso envolvido.  No entanto, a chapa liderada pelo prof. Expedito tem como vantagem a necessidade de mudança, que há muito já vem sendo aclamada por alunos e professores no âmbito universitário.

Também é importante destacar que os votos são igualmente proporcionais, isto é, alunos, técnicos e professores terão o mesmo direito na hora da escolha. Portanto, os mais visados nesse processo devem ser os alunos, pois são a maioria.

Agora é esperar para ver.

Você pode conferir todas as informações do Regimento Eleitoral AQUI.

DCE-UFT – Dois meses depois de eleita, Chapa ainda não tomou posse: “Peço desculpas”, diz presidente eleita

 

chapa eleita
Chapa única foi eleita em dezembro de 2015 – Imagem: Reprodução/Facebook

Por @eduardoazev

Dois meses e quatro dias depois de ter sido eleita, a Chapa “Da Unidade Vai Nascer a Novidade”, ainda não tomou posse no Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Tocantins (DCE-UFT). Neste período, a Comissão Eleitoral que organizou o Pleito é quem estava responsável pela representação dos alunos da UFT. Pensando nisso, oBlog do @eduardoazev entrou em contato na noite desta quinta-feira, 18, com a presidente eleita, Cinthia Santos Silva, do curso de Ciências Econômicas, para uma entrevista, que foi realizada por telefone.

Durante a conversa Cinthia não soube responder alguns questionamentos, como, por exemplo, se a Comissão Eleitoral publicou – ou não – o resultado da Chapa vencedora. Ela chegou a pedir desculpas pelo fato do grupo ainda não ter tomado posse.

Outro ponto destacado é a questão da presidente eleita não ter conhecimento de que a Comissão Eleitoral é quem está representando os alunos nas discussões que envolvem as eleições da reitoria. Inclusive um membro da Comissão Eleitoral para as eleições do DCE-UFT, se “autoindicou” para uma das vagas e, portanto, está representando (nós) os discentes nas duas comissões. Outra questão levantada foi o fato do ex-presidente do DCE-UFT, Vanicleisson Karajá, ser o outro representante dos acadêmicos.

Em contrapartida, a presidente afirmou que neste período de dois meses a equipe confeccionou um Projeto de Gestão, que será apresentado no próximo dia 27 de fevereiro em Araguaína, às 19h, no Cimba. Essa será a primeira ação do DCE-UFT.

Para entender melhor, confira a entrevista realizada para a produção da matéria:

@eduardoazev: Porque vocês ainda não tomaram posse?

Cinthia: “Vou dar o exemplo de Araguaína. Nós temos dois membros da cidade de Araguaína, e aqui as aulas voltaram em fevereiro. É um outro calendário”.

@eduardoazev: Mas mesmo assim, o que isso interfere na Posse de vocês? É apenas um rito oficial né?

Cinthia: Como?

@eduardoazev: É um rito oficial a posse no DCE-UFT, para que vocês possam exercer suas atividades, e de fato a chapa foi eleita para representar os alunos.

Cinthia: O DCE estava sendo representando pela Comissão Eleitoral.

@eduardoazev: Mas vocês é que foram eleitos… Então qual a representatividade que você pode assegurar para os alunos, sendo que vocês deixaram tanto tempo (dois meses e quatro dias), sem dar um respaldo, sem tomar posse?

Cinthia: Como eu te disse… A gente entendeu, né? Esse conceito de calendário, de eleição. Você entende que foi ruim ter uma eleição em dezembro? Você entende que foi um final de ano? Foi um tempo ruim…

@eduardoazev: Eu entendo que vocês assumiram essa responsabilidade e ficaram dois meses sem tomar posse, é essa a questão que estamos debatendo nessa matéria, inclusive como estudante que eu sou…

Cinthia: Eu entendo, e a gente está tentando consertar as coisas que estão acontecendo na universidade, sabe? Ouvindo muito os alunos e um tempo para refletir também tudo o que está acontecendo. Peço desculpas se foi falha da chapa isso, de não ter tomado posse antes.

@eduardoazev: Mas poderia ter tomado posse antes Cinthia?

Cinthia: Como eu te disse…

@eduardoazev: Poderiam ter tomado posse antes, vocês que venceram?

 

Cinthia: Acho que tudo é uma questão de analisar o cenário também, entendeu?

@eduardoazev: Regimentalmente, você como presidente eleita do DCE-UFT que tomará posse oficialmente a partir de amanhã, vocês poderiam ter tomado posse antes?

Cinthia: Olha, a posse conforme o regimento são 24h depois que o resultado é publicado né…

@eduardoazev: Então a resposta está exatamente nessa questão Cinthia.

Cinthia: Mas onde é que a Comissão Eleitoral publicou o resultado da Chapa vencedora?

@eduardoazev: Você foi eleita a presidente Cinthia, você tem que me dizer isso…

Cinthia: Não Eduardo, tudo bem, então assim amanhã (dia 19/02/16) a gente vai tomar posse, a gente tem que ver o lado bom também né? Que agora a gente tem um DCE e você pode cobrar isso.

@eduardoazev: Eu queria que você me respondesse qual o respaldo que vocês podem dar, sendo que poderiam tomar posse em 24h e deixaram passar dois meses. Como é que vocês vão ter uma responsabilidade com os alunos da UFT, se vocês não tiveram responsabilidade com a posse de vocês como representantes desses discentes?

Cinthia: Como eu te disse é uma questão de análise de cenário. Entendeu? A gente ia ficar o quê, dois meses sem aula, né? Dezembro quase todo sem nada, sem poder fazer um pouco de gestão. Dava pra fazer o quê? Janeiro também perdido, porque a gente não teria aula. Dez dias faltando em janeiro para Araguaína, ou seja, Araguaína só em fevereiro. É uma análise de cenário também Eduardo. Não é uma questão de só “vamo tomar, vamo”, mas vamos fazer o quê? É muito pior a gente ter tomado posse em dezembro e não ter feito nada, entendeu? Do que a gente tomar posse agora e já ter organizado um Plano de Gestão, que vamos apresentar amanhã (19/02/16), um Plano que será discutido todo no dia 27, e se você for colocar nessa matéria também espero que você convide, né? Os alunos da universidade a participarem e você também está convidado a participar, pra gente discutir esse Plano de Ação do DCE-UFT junto com os Centros Acadêmicos, os alunos que realmente são críticos, como você que está fazendo essa matéria, né? E discutir com a gente também uma Universidade melhor, entendeu?

@eduardoazev: Mas sabe o quê que aconteceu Cinthia, sobre essa omissão que houve, a Histefânia Alves é presidente da Comissão Eleitoral que coordenou as eleições do DCE-UFT. Esse mesmo DCE-TO é quem indicaria os estudantes para estarem representando os alunos agora nas eleições para a Reitoria. O que acontece, a Histefânia se “autoindicou” (para uma das vagas no dia 16/02/16).  Olha já o problema que deu…

Cinthia: Disso eu não posso te confirmar nada…

@eduardoazev: Eu que estou te afirmando, estou te repassando essa informação, porque ela agora está nas duas Comissões, então já é um problema. Outra situação é a do Vanicleisson Karajás, você o conhece?

Cinthia: Conheço, o ex-presidente (do DCE-UFT), né?

@eduardoazev: Você deve ter acompanhado a Gestão dele também né?

 

Cinthia: Tive (acompanhando) na universidade, teve um período de greve, mas estive…

 

@eduardoazev: Você sabe bem como foi a gestão dele. Ele é a outra pessoa que está representando os alunos agora nessa Comissão, que auxiliará nas eleições da Reitoria. Então, tudo nessa omissão do DCE-UFT, para você ver o que aconteceu. Esses problemas são alguns que eu consegui identificar até agora. Mas eu queria agradecer você pela atenção tá bom, por ter respondido às perguntas.

Cinthia: Se você puder ajudar a gente a divulgar, dia 27 de fevereiro agora, vai ser um Projeto piloto do DCE-UFT como primeira ação, em Araguaína às 19h no Cimba. É um evento para discutir o Plano de Gestão do DCE-UFT, o que os alunos querem do DCE-UFT. É isso que a gente quer discutir… E o quê que você Eduardo, quer hoje do DCE-UFT?

@eduardoazev: Como Cinthia? Eu queria que ele tivesse tomado posse, de verdade. Eu queria exatamente isso, que vocês realmente tivessem feito isso para posteriormente serem questionados como entidade, porque hoje vocês ainda não são né? Era isso que eu queria.

Cinthia: É…

@eduardoazev: A gente agradece novamente a atenção Cinthia.

@Cinthia: Tranquilo.

@eduardoazev: Muito obrigada!

Cinthia: De nada!

MEMBROS

Conforme divulgado na página do facebook da Chapa, 12 pessoas foram eleitas para representar os estudantes. São eles:

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